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Visibilidade trans é uma afirmação contínua do direito de existir

#Paratodosverem: O fundo do card tem tons em degradê na cor vermelha. O layout é vertical, com recortes sobrepostos de retratos, o que dá sensação de pluralidade e coletivo. No centro, há uma pessoa trans masculina, em destaque, olhando levemente para a direita, com expressão serena, confiante e reflexiva. Ela veste roupa azul de profissional da saúde e está envolta pela bandeira trans (azul claro, rosa e branco), que aparece como um manto sobre os ombros. À esquerda, parcialmente visível, aparece outra pessoa (uma mulher negra), também com expressão calma, reforçando a ideia de diversidade. Na parte superior, há um recorte do rosto da mesma mulher que aparece lateralmente. No topo, em letras brancas, lê-se: “Dia Nacional da Visibilidade Trans”, acompanhado do símbolo da bandeira trans. À esquerda, em caixas azuis com texto branco, está a frase: “Escuta qualificada e respeito”, destacando valores centrais da mensagem e, no centro inferior, em letras grandes completando a frase, lê-se: “transformam o cuidado”. A palavra “trans” aparece destacada visualmente dentro do vocábulo “transformam”, reforçando o protagonismo trans na transformação do cuidado em saúde.Celebrado em 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade Trans chama atenção para a realidade de pessoas transexuais e travestis no Brasil, país que, mesmo com redução recente no número de assassinatos, segue liderando o ranking mundial de mortes dessa população. A data marca uma trajetória de resistência e afirmação do direito de existir da comunidade ainda marcada pela violência e pela exclusão. 

Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) indicam que a queda nos homicídios não representa, necessariamente, diminuição da violência. O aumento dos registros de tentativas de assassinato e a permanência de barreiras sociais reforçam a necessidade de reafirmar a luta por reconhecimento e acesso a direitos básicos.

Esse cenário está diretamente relacionado às dificuldades enfrentadas no cotidiano. A comunidade ainda encontra obstáculos para exercer garantias previstas na Constituição Federal, como o direito à vida, à igualdade, à liberdade e à segurança, além de restrições no acesso à educação, à saúde, ao trabalho e a políticas públicas de proteção social.

Há nove anos, pessoas transexuais e travestis contam com uma normativa que assegura o uso do nome social no âmbito profissional da Enfermagem. A Resolução Cofen 537/2017 garante o reconhecimento da identidade de gênero em registros, documentos e sistemas do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), oferecendo respaldo para o exercício da profissão com dignidade e segurança.

Ainda assim, a visibilidade não se limita à data. Apoiar a luta passa, antes de tudo, por reconhecer identidades, garantir respeito e combater discriminações, para que a equidade se traduza em prática no cuidado, no trabalho e na sociedade como um todo.

1º Seminário Nacional de Assistência de Enfermagem à População LGBTQIA+

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) realiza, nos dias 11 e 12 de fevereiro, o Seminário Nacional de Assistência de Enfermagem à População LGBTQIA+, com o tema “Cuidar é reconhecer a diversidade”. O evento tem como foco o debate sobre o atendimento em saúde à população LGBTQIA+, com ênfase em acolhimento, respeito à identidade de gênero e práticas alinhadas à Política Nacional de Humanização.

As inscrições seguem abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Fonte: Ascom/Cofen – Keven Jordão

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