Celebrado em 29 de janeiro, o Dia da Visibilidade Trans chama atenção para a realidade de pessoas transexuais e travestis no Brasil, país que, mesmo com redução recente no número de assassinatos, segue liderando o ranking mundial de mortes dessa população. A data marca uma trajetória de resistência e afirmação do direito de existir da comunidade ainda marcada pela violência e pela exclusão.
Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) indicam que a queda nos homicídios não representa, necessariamente, diminuição da violência. O aumento dos registros de tentativas de assassinato e a permanência de barreiras sociais reforçam a necessidade de reafirmar a luta por reconhecimento e acesso a direitos básicos.
Esse cenário está diretamente relacionado às dificuldades enfrentadas no cotidiano. A comunidade ainda encontra obstáculos para exercer garantias previstas na Constituição Federal, como o direito à vida, à igualdade, à liberdade e à segurança, além de restrições no acesso à educação, à saúde, ao trabalho e a políticas públicas de proteção social.
Há nove anos, pessoas transexuais e travestis contam com uma normativa que assegura o uso do nome social no âmbito profissional da Enfermagem. A Resolução Cofen 537/2017 garante o reconhecimento da identidade de gênero em registros, documentos e sistemas do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), oferecendo respaldo para o exercício da profissão com dignidade e segurança.
Ainda assim, a visibilidade não se limita à data. Apoiar a luta passa, antes de tudo, por reconhecer identidades, garantir respeito e combater discriminações, para que a equidade se traduza em prática no cuidado, no trabalho e na sociedade como um todo.
1º Seminário Nacional de Assistência de Enfermagem à População LGBTQIA+
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) realiza, nos dias 11 e 12 de fevereiro, o 1º Seminário Nacional de Assistência de Enfermagem à População LGBTQIA+, com o tema “Cuidar é reconhecer a diversidade”. O evento tem como foco o debate sobre o atendimento em saúde à população LGBTQIA+, com ênfase em acolhimento, respeito à identidade de gênero e práticas alinhadas à Política Nacional de Humanização.
As inscrições seguem abertas e podem ser feitas clicando aqui.
Fonte: Ascom/Cofen – Keven Jordão


