
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) se reuniu com o Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (MDS), nesta quarta-feira (25/3), para discutir estratégias de apoio a profissionais vulnerabilizados. O diretor de Apoio à Inserção no Trabalho da Secretaria de Inclusão Socioeconômica, Saumíneo Nascimento, apresentou o Programa Acredita no Primeiro ao conselheiro federal Conrado Marques e a Tatiana Melo, chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional (DEGEP/Cofen), e propôs colaboração.
Desemprego e baixos salários afetam parte significativa dos profissionais, sobretudo os de nível médio. Na Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil (2016), 16,8% declararam ter renda total mensal de até R$ 1.000 — 1.914,21, em valores atualizados pelo IGP-M. O Brasil considera família de baixa renda aquela que vive com até meio salário mínimo por pessoa.
O programa federal é um conjunto articulados de iniciativas do governo federal, em parceria com estados, prefeituras, empresas e sociedade civil para superar a exclusão e promover a autonomia, por meio da valorização do trabalho e geração de renda. Voltada para pessoas inscritas no CadÚnico, a iniciativa tem três eixos: qualificação, empreendedorismo e emprego.
Para o presidente do Cofen, Manoel Neri, a parceria é promissora. “´Vamos estudar a assinatura de protocolo de cooperação. É compromisso do Cofen apoiar os profissionais que enfrentam dificuldades. Tivemos uma importante vitória, que foi a conquista do Piso Salarial da Enfermagem, mas a maneira como foi implementado, sem correção inflacionária e vinculado à jornada da 44h, gera distorções.”, afirmou.
“Vejo um imenso potencial de cooperação, sobretudo no eixo qualificação, onde o Cofen já tem diversas iniciativas bem-sucedidas, como o Pos-Tec, especialização gratuita voltada para técnicos de Enfermagem”, vislumbra Tatiana Melo. “O primeiro passo para delinearmos as ações é conhecer o perfil dos profissionais, por meio de cruzamento de dados. Precisamos saber quem são e onde estão esse trabalhadores que, mesmo com profissão regulamentada, não conseguem renda suficiente para sustentar suas famílias”, avalia.
Fonte: Ascom/Cofen – Clara Fagundes


