O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) realizou nesta terça-feira (7/4), reunião virtual preparatória para a oficina “Da evidência à prática: oficina para construção de protocolo de Enfermagem no cuidado à pessoa em crise relacionada ao consumo de drogas”, que acontecerá em São Paulo, em junho.
A reunião contou com a presença representantes institucionais e especialistas, incluindo a professora Jeanne-Marie Stacciarini, responsável pela vinda de enfermeiras doutoras em práticas avançadas da Universidade de Michigan (EUA), para a capacitação presencial, que será realizada em junho.
“A oficina objetiva construir as bases de um protocolo de Enfermagem voltado ao cuidado de pessoas em crise relacionada ao consumo de álcool e outras drogas”, explica a conselheira federal Ellen Peres, coordenadora da iniciativa. “Portanto, neste encontro virtual de hoje, queremos oferecer para a docentes de Michigan o estado da arte do processo de cuidar da Enfermagem brasileira junto a pessoas em crise decorrente do uso de drogas, compartilhando experiências, alinhando conceitos, definindo diretrizes iniciais, para qualificar a atuação profissional em situações crítica”.
A Oficina Nacional, organizada pelo Cofen, pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo e pela Escola de Enfermagem da Universidade de Michigan, reunirá representantes de todos os Conselhos de Enfermagem, Ministério da Saúde, Organização Panamericana da Saúde (OPAS/OMS) e seus especialistas. A oficina adotará metodologia participativa para sistematizar experiências e propor um modelo inicial de protocolo nacional.
Dados nacionais indicam alta prevalência de consumo de álcool e outras substâncias, além de impacto significativo na mortalidade e nos atendimentos de urgência. No Sistema Único de Saúde, o atendimento a essas situações ocorre de forma articulada entre a atenção primária, a rede de atenção psicossocial e os serviços de urgência e emergência.
Apesar da capilaridade, persistem desafios como a variabilidade de condutas, falhas na continuidade do cuidado e ausência de protocolos padronizados. Nesse contexto, a Enfermagem ocupa papel estratégico, atuando no acolhimento, na avaliação clínica e psicossocial e na coordenação do cuidado em diferentes pontos da rede.
Fonte: Ascom/Cofen




