
O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, juntamente com os tesoureiros James dos Santos e Ellen Peres, além do chefe de gabinete Magno Guedes, participaram, nesta segunda-feira (4/5), em Salvador (BA), da reabertura da exposição “A Influência da Afrodescendência na História da Enfermagem Brasileira”, promovida pelo Museu Nacional de Enfermagem (MuNEAN). O museu é uma instituição oficial, integra a rede de museus do país e é credenciado pelo Ministério da Cultura.
A iniciativa propõe um resgate histórico e cultural da contribuição de homens e mulheres negros para a consolidação da Enfermagem no Brasil, evidenciando trajetórias marcadas por conhecimento técnico, dedicação e resistência. A exposição reúne elementos que valorizam a memória e reforçam o protagonismo desses profissionais na construção de práticas de cuidado ao longo do tempo.

Durante o evento, Manoel Neri destacou que valorizar a influência da afrodescendência na Enfermagem brasileira é reconhecer uma história que sustenta a base do cuidado no país. “A Enfermagem nasceu como uma profissão majoritariamente composta por mulheres brancas. Hoje, com base em dados oficiais da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada em 2014, a realidade é outra: 56% dos profissionais de Enfermagem no país são negros e negras. Além disso, cerca de 5% são indígenas. Isso demonstra que a Enfermagem é expressão da pluralidade que compõe o povo brasileiro”, afirmou.
Neri ainda enfatizou a necessidade de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da categoria. “A Enfermagem é sinônimo da pluralidade. Somos parte dessa diversidade e precisamos de políticas específicas para o fortalecimento da profissão, sobretudo porque sabemos que o racismo está mais do que nunca presente no nosso país”, concluiu.
Presente na exposição, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), Davi Apóstolo, ressaltou a importância do espaço museológico como instrumento de educação e conscientização. “O museu cumpre um papel fundamental ao dar visibilidade a trajetórias que foram historicamente invisibilizadas. É uma oportunidade de aprendizado e de valorização da cultura e da contribuição negra na Enfermagem”, pontuou.

Já o coordenador do MuNEAN, Claudio Porto, enfatizou o caráter simbólico da reabertura da exposição. “Esta mostra é um convite à reflexão sobre o protagonismo de homens e mulheres negros na construção do cuidado em saúde. Ao revisitar essas histórias, reafirmamos o compromisso com uma narrativa mais inclusiva e representativa da Enfermagem brasileira”, destacou.
A reabertura da exposição também se configura como um espaço de reflexão sobre a identidade da Enfermagem no país, integrando memória, cultura e ciência. Ao promover esse diálogo, o MuNEAN contribui para o reconhecimento de histórias que, por muito tempo, foram invisibilizadas, mas que são fundamentais para a compreensão do desenvolvimento da profissão.
Fonte: Ascom/Cofen – Sarah Silva


