
O 27º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF) traz uma novidade especial para os profissionais da área: o curso prático de Shantala com Aromaterapia, voltado para o cuidado de crianças típicas e atípicas. A atividade, proposta pela Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde do Neonato e da Criança (CTESNC/Cofen), integra o conjunto de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), reconhecidas e regulamentadas pela Resolução Cofen 739/2024, em consonância com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Ministério da Saúde.
A Shantala, técnica milenar de massagem indiana voltada para bebês, aliada à Aromaterapia — uso terapêutico de óleos essenciais —, tem demonstrado impactos positivos no desenvolvimento neuropsicomotor infantil, além de fortalecer o vínculo entre mãe e bebê, inclusive em contextos de neurodivergência.
O curso será realizado com abordagem Hands On, permitindo que os participantes tenham contato direto com as técnicas. Essa vivência prática é essencial para que os profissionais compreendam como aplicar a Shantala e a Aromaterapia em diversos contextos de atuação, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), consultórios, clínicas e atendimentos domiciliares.
A capacitação também abordará o uso seguro dos óleos essenciais, garantindo a segurança tanto do paciente quanto do profissional de Enfermagem. A autonomia da equipe de Enfermagem na aplicação dessas práticas é respaldada pela legislação vigente, reforçando o papel da categoria na promoção de cuidados integrativos e humanizados.

“A Shantala e a Aromaterapia são práticas que ampliam o olhar da Enfermagem sobre o cuidado infantil. Elas promovem acolhimento, vínculo e desenvolvimento, especialmente em crianças com necessidades especiais. Capacitar os profissionais para atuarem com segurança e sensibilidade é essencial para transformar a assistência”, Talita Pavarini, membro da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde do Neonato e da Criança do Cofen.
De acordo com a coordenadora da Câmara Técnica, Ivone Amazonas, a inclusão de crianças atípicas na proposta do curso reforça o compromisso do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com uma assistência mais inclusiva, equitativa e sensível às singularidades infantis. “Ao oferecer ferramentas que respeitam as necessidades específicas de cada criança, promovemos não apenas o bem-estar físico, mas também o emocional e relacional, ampliando o alcance e a qualidade do cuidado prestado pela Enfermagem”, afirma.
Fonte: Ascom/Cofen – Tânia Moraes