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Enfermagem protagoniza cuidado e Ciência na doação de córneas no Ceará

A Enfermagem tem se destacado como protagonista no fortalecimento da cultura da doação no Ceará. Muito além do impacto humano, a atuação desses profissionais é determinante em todas as etapas do processo de doação, da identificação do possível doador ao cuidado com as famílias, contribuindo diretamente para a captação e preservação de córneas, tecido essencial para a recuperação da visão e da qualidade de vida de milhares de pessoas.

Segundo a enfermeira Lisiane Paiva, que atua no Banco de Olhos do Ceará, a Enfermagem está presente em todo o processo de doação. Atualmente, a instituição conta com 23 enfermeiros, distribuídos em núcleos em Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral e Itapipoca, garantindo cobertura técnica e assistencial em diferentes regiões do estado.

“A Enfermagem está envolvida desde a busca ativa por possíveis doadores até a retirada, avaliação, preservação e encaminhamento da córnea para transplante. Somos responsáveis também pelo acolhimento das famílias, especialmente nos primeiros momentos do luto, quando o cuidado humano é essencial”, explica Lisiane.

Nos bancos de olhos e nas Equipe de Doação de Órgãos e Tecidos (EDOT), enfermeiros e enfermeiras desempenham funções que vão além da técnica. Eles realizam entrevistas familiares, orientam sobre o processo de doação, articulam ações com equipes médicas e multiprofissionais e executam procedimentos especializados, como a enucleação, que é a retirada da córnea, além da avaliação microscópica e da preservação adequada do tecido.

Essa atuação exige formação específica e constante aprimoramento profissional. A Enfermagem conta hoje com especializações, residências e até mestrado na área de transplantes, evidenciando a diversidade e a complexidade científica da profissão. No Ceará, esse avanço se reflete diretamente na qualificação dos serviços prestados à população.

Outro ponto central destacado por Lisiane Paiva é o papel educativo da Enfermagem na disseminação da cultura da doação. “Quando a família entende que a doação de córneas não mutila o doador e não gera sofrimento adicional, ela compreende o processo e se sente segura para autorizar. A lei brasileira estabelece que a doação deve ser consentida e esclarecida, e esse esclarecimento é uma atribuição direta dos profissionais de saúde, especialmente dos enfermeiros, que estão na linha de frente”, reforça.

O fortalecimento dessa atuação está diretamente relacionado ao papel das entidades representativas da Enfermagem. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Conselho Regional de Enfermagem do Ceará (Coren-CE) têm atuado de forma permanente na normatização, fiscalização e incentivo à qualificação profissional, garantindo que a categoria esteja preparada para atuar em áreas estratégicas e de alta complexidade, como a doação de órgãos e tecidos.

Para a presidente do Coren-CE, Natana Pacheco, reconhecer e valorizar esse protagonismo é fundamental: “A Enfermagem está presente nos momentos mais delicados da vida humana, unindo conhecimento técnico, ética e sensibilidade. O trabalho desenvolvido na doação de córneas demonstra a diversidade de especializações da profissão e reafirma a importância do investimento contínuo na qualificação desses profissionais, compromisso permanente do Sistema Cofen/Conselhos Regionais”, destacou.

Ao transformar perdas em possibilidades de vida, a Enfermagem reafirma seu papel essencial no sistema de saúde e evidencia que cuidar vai muito além da assistência direta: é ciência, é humanidade e é compromisso social.

Fonte: Ascom/Coren – CE

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