Redação PDNews
Por Kleber Karpov
O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF), iniciou uma campanha de conscientização para reforçar a política “adorno zero”. Conforme divulgado em (19/Fev), a iniciativa proíbe o uso de acessórios por colaboradores durante o trabalho para reduzir o risco de infecções e fortalecer a segurança do paciente na unidade hospitalar.
A proibição do uso de acessórios não é uma nova determinação, mas uma regra já existente no hospital. A campanha tem o objetivo de consolidar essa cultura entre as equipes. “O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida.
O momento da ação é considerado estratégico, especialmente com a chegada de novos profissionais à unidade, que funciona como hospital-escola. “Somos um hospital-escola e, em breve, receberemos novos residentes. A ideia é que eles já entrem no centro cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca Almeida.
Riscos associados ao uso de adornos
A medida alerta para um cuidado fundamental no ambiente hospitalar, pois adornos podem transportar germes, vírus e bactérias de ambientes externos para o hospital. Isso aumenta o risco de contaminação, especialmente para pacientes vulneráveis, como internados, em recuperação ou submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Mesmo com a lavagem adequada das mãos, o uso desses itens dificulta a higienização completa e pode contribuir para infecções adquiridas durante o atendimento. Além disso, o risco não se limita ao paciente, já que os micro-organismos podem ser levados para o convívio familiar dos colaboradores. Outro ponto destacado é o perigo de acidentes, pois os acessórios podem se enroscar em equipamentos médicos.
O que é considerado adorno
De acordo com a política institucional, é considerado adorno qualquer acessório utilizado como enfeite, mesmo que tenha função prática. A lista inclui anéis, alianças, pulseiras, relógios, colares, correntes, brincos, broches, piercings expostos e gravatas.
A única exceção é o uso de óculos de grau, que devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões. A campanha também reforça que o uso correto da máscara é obrigatório, sendo o único item permitido no rosto, desde que cubra adequadamente nariz, boca e queixo.
Expansão para toda a rede
Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF (Diase), Edson Gonçalves, a iniciativa reforça um padrão essencial de qualidade e segurança. A campanha, iniciada no Hospital de Base, será ampliada para as demais unidades administradas pelo Instituto, fortalecendo as boas práticas assistenciais.
“A segurança do paciente é um compromisso institucional e precisa estar presente em cada etapa do cuidado, desde as atitudes mais simples da rotina. A campanha Adorno Zero reforça exatamente isso: padronização, prevenção e responsabilidade. Por isso, nossa meta é estender essa conscientização para todas as unidades do IgesDF, garantindo que a orientação seja seguida de forma uniforme por todas as equipes”, afirma Edson Gonçalves.
Kleber Karpov, Fenaj: 10379-DF – IFJ: BR17894
Mestrando em Comunicação Política (Universidade Católica Portuguesa/Lisboa, Portugal); Pós-Graduando em MBA Executivo em Neuromarketing (Unyleya); Pós-Graduado em Auditoria e Gestão de Serviços de Saúde (Unicesp); Extensão em Ciências Políticas por Veduca/ Universidade de São Paulo (USP);Ex-secretário Municipal de Comunicação de Santo Antônio do Descoberto(GO); Foi assessor de imprensa no Senado Federal, Câmara Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.


