Terça-feira, Maio 7, 2024
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População de Taguatinga e Gama recebe orientações de combate ao diabetes

Nesta quarta-feira (9) quem se consultou no Hospital Regional do Gama (HRG) ou passou pela Praça do Relógio, em Taguatinga, teve a oportunidade de participar de uma ação de saúde focada na prevenção e tratamento do diabetes, que tem o dia 14 de novembro como dia mundial de combate à doença.

As pessoas puderam aferir a pressão, receber orientação sobre a doença e hábitos de vida saudável, além de medição de glicemia. “O simples ato de aferir a pressão arterial e medir a glicemia, além de receber orientações de como ter uma alimentação mais saudável pode prevenir o diabetes, que é uma doença silenciosa e que pode contribuir para infartos, acidente vascular cerebral (AVC) e invalidez por conta de amputações de membros”, explica o diretor do HRG, Uadson Barreto.

De acordo com o médico, o diagnóstico precoce do diabetes, em exames regulares de rotina, é a melhor maneira de tratar a doença e evitar complicações como descompensação das taxas, problemas de visão, feridas e até uma evolução para o pé diabético. “Por isso, ações assim são tão importantes, pois já diagnosticamos pessoas com diabetes e que desconheciam a existência da doença e encaminhamos para o tratamento”, afirma.

Quem participava da ação no HRG podia comer uma fruta e experimentar um pedaço de bolo de banana saudável, sem açúcar. A receita foi entregue para quem quisesse fazer em casa. Muitos pacientes gostaram da abordagem da equipe para tratar sobre a doença.

Maria do Carmo Garcia diz: “Essa ação é excelente para conscientizar as pessoas sobre uma doença tão silenciosa”

Maria do Carmo Garcia, 65 anos, é pré-diabética e está realizando exames para verificar a necessidade de tomar medicamentos. “Essa ação é excelente para conscientizar as pessoas sobre uma doença tão silenciosa. Eu nem desconfiava que pudesse estar pré-diabética”, conta.

De acordo com a enfermeira coordenadora do Ambulatório de Pé Diabético e Endocrinologia da Policlínica do Gama, Keyla Maria Barbosa, muitos pacientes não colaboram com o tratamento. “Isso é muito complicado. Temos alguns com pé diabético que não vão fazer os curativos nas datas certas ou não cuidam das feridas, outros não tomam os medicamentos”, revela.

Ação em Taguatinga

A ação na Praça do Relógio teve a participação de residentes do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), internos da Universidade Católica de Brasília e os servidores que atuam na unidade do HRT. No local, 90 pessoas foram testadas e orientadas.

O ambulatório de Endocrinologia do HRT realiza o atendimento dos pacientes com situação mais complexa. O encaminhamento é feito pelo Sistema de Regulação (SISREG) de vagas. No entanto, todas as unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal fazem o acompanhamento diário com grupos de trabalho para orientação e cuidado. Nesses locais, dependendo do diagnóstico médico, o programa nacional de assistência ao diabético tem medicamentos específicos, e é garantida toda a assistência na UBS para entrega dos insumos – tiras reagentes, lancetas, agulhas para canetas ou seringas.

A médica Patrícia Souza, Referência Técnica de Assistência de endocrinologia do HRT, ressalta a ação extramuros da unidade que é realizada anualmente na segunda semana de novembro. “Este é um momento de mostrar que a saúde vai além do consultório, mesmo que seja o ambulatório do hospital. Realizamos as ações articuladas e aproveitamos ainda para capacitar o olhar do residente fora do consultório”, afirma.

No balanço final, das 90 pessoas, algumas apresentaram alteração nos exames e foram orientadas a procurar a UBS de referência. “Nós reforçamos que busquem a unidade básica de saúde para exames de rotina. Se você sente sonolência, às vezes uma fome descontrolada ou até mesmo está engordando ou emagrecendo sem motivo, busque a UBS para orientação”, ressalta a médica.

Novembro Azul

Novembro também é azul para lembrar a importância de combater o diabetes. No próximo dia 14, é celebrado o dia de conscientização global contra essa doença que é uma das que mais matam no Brasil. Foram 214 mil mortes de pessoas entre 20 e 79 anos em 2021, com foco no diabetes mellitus. A data mundial vem alertar sobre a doença que no Brasil, já acomete 9,14% da população com mais de 18 anos.

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