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Comissão intersetorial do Conselho Nacional de Saúde avança em pautas estratégicas para as práticas integrativas

Reunião na sede da CNTS com cerca de 20 pessoas sentadas em uma grande mesa em formato de "U". Elas utilizam notebooks e documentos em uma sala ampla e iluminada. Ao fundo, o logotipo da entidade e as bandeiras oficiais.
O encontro foi realizado nos dias 25 e 26/03, em Brasília (DF), na sede da CNTS, com representantes de entidades da sociedade civil, conselhos profissionais, movimentos sociais e órgãos governamentais

Debates sobre regulamentação da acupuntura, desafios para inserção de produtos da Medicina Tradicional Chinesa no Sistema Único de Saúde e agenda comemorativa dos 20 anos das práticas integrativas marcaram a segunda reunião presencial da Comissão Intersetorial de Promoção, Proteção e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, vinculada ao Conselho Nacional de Saúde (CIPPPICS/CNS). O encontro foi realizado nos dias 25 e 26/03, em Brasília (DF), na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), reunindo representantes de entidades da sociedade civil, conselhos profissionais, movimentos sociais e órgãos governamentais.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) participou da reunião, representado pela coordenadora da Câmara Técnica de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CTPICS/Cofen), Talita Pavarini, também membro suplente da comissão intersetorial. “Estamos diante de um momento importante de consolidação das práticas integrativas no Brasil. É essencial que haja diálogo entre as instituições para garantir segurança jurídica e qualidade na oferta desses serviços à população”, avalia.

Regulamentação, produtos e desafios das práticas integrativas

Um dos principais pontos debatidos foi a sanção da Lei 15.345/2026, que estabelece a regulamentação do exercício da acupuntura no Brasil. A discussão concentrou-se na construção de diretrizes curriculares para um curso de graduação específico na área. Representantes do Conselho Nacional de Autorregulação da Acupuntura (CNAA), da Sociedade Brasileira de Acupuntura (ABA) e do Ministério da Saúde destacaram a necessidade de articulação entre o Conselho Nacional de Saúde, o Ministério da Educação (MEC) e os conselhos profissionais, com o objetivo de delimitar escopos de prática e assegurar as competências das profissões de saúde que já atuam com a técnica.

Também foi discutida a regulamentação dos produtos da Medicina Tradicional, Complementar e Integrativa, com foco na Resolução da Anvisa 901/2024 e participação dos Conselhos Federais de Enfermagem e Farmácia (Cofen e CFF), evidenciando lacunas regulatórias e entraves jurídicos, logísticos e fiscais, especialmente pela ausência de uma categoria específica para produtos da Medicina Tradicional Chinesa. Como encaminhamento, a comissão aprovou proposta de resolução ao pleno do Conselho Nacional de Saúde recomendando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a criação de grupo de trabalho paritário, priorização do tema na agenda regulatória e definição de categoria normativa própria.

Agenda estratégica e fortalecimento da Comissão

Foto de um grupo diversificado de 18 pessoas reunido no Conselho Nacional de Saúde. Elas sorriem atrás de uma mesa e seguram um banner da 17ª Conferência Nacional de Saúde com a frase: "Amanhã vai ser outro dia". Ao lado, as bandeiras do Brasil e do SUS.
O Cofen foi representado pela coordenadora da CTPICS/Cofen, Talita Pavarini

A reunião também deliberou sobre as ações comemorativas pelos 20 anos da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (2006–2026). Entre os destaques estão a realização do 5º Congresso Brasileiro de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, de 6 a 9 de maio de 2026, em Salvador/BA, e um Seminário Nacional em Brasília, com sessão solene no plenário do Conselho Nacional de Saúde.

A pauta das práticas integrativas passará a integrar, de forma permanente, as reuniões ordinárias do Conselho a partir de junho de 2026. Também foi ressaltada a 18ª Conferência Nacional de Saúde como horizonte estratégico, com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS”, cuja etapa nacional ocorrerá em junho de 2027.

Além disso, os integrantes revisaram o plano de trabalho, avaliando as ações realizadas e definindo estratégias para acelerar a implementação das comissões intersetoriais nos níveis regional e municipal, assim como a organização para o Seminário Nacional e validação do calendário de reuniões presenciais e virtuais ao longo de 2026, reforçando o compromisso com o fortalecimento das práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Ascom/Cofen – Tânia Moraes

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