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Draco II: Polícia Civil indicia parentes de Marli Rodrigues em investigação por lavagem de dinheiro e outros crimes

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Publicado em 10/03/2024 às 23h32 | Alterado em 10/03/2024 às 15h45

Por Kleber Karpov

Após 11 anos, da primeira denúncia originada de ex-funcionários e oferecida por diretor do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde-DF), à Polícia Civil do DF (PCDF) do DF indiciou, em janeiro de 2023, parentes da atual presidente, interina, do sindicato sob intervenção, Marli Rodrigues, auxiliar Operacional de Serviços Diversos (AOSD) aposentada da Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), envolvida na transferência, em 2012, de mais de R$ 2,5 milhões, de contribuições de sindicalizados, entre contras de parentes, diretores e funcionários do Sindicato.

Indiciados

Entre os indiciados estão a filha de Marli Rodrigues, Maria Luiza Rodrigues do Vale, o genro, Hemerson Varlly Soares de Farias, o ex-esposo, Luiz Ribeiro do Vale, além do funcionário do SindSaúde-DF, Fábio Luiz de Sousa Torres, conforme indicações o processo 0701176-32.2022.8.07.0001 que corre na 8ª Vara Criminal de Brasília-DF, sob inquérito policial Nº 7/2013, sob investigação por parte da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO).

Movimentações atípicas

Tais nomes partem de constatação, em processo que corre sob sigilo, de constatação, por parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que apontaram movimentações atípicas de Maria Luiza e demais envolvidos na investigação. Inclusive, com a mãe, Marli Rodrigues, à época, diretora financeira da entidade sindical, foram indiciados pela PCDF, que segue ilesa com o nome, “em apuração”.

Fonte: TJDFT

Lentidão

Conforme adiantou PDNews, em agosto de 2023, na reportagem intitulada ‘‘Operação Draco II’: MPF cobra celeridade à Polícia Civil do DF em investigação sobre cúpula do SindSaúde-DF‘ (04/Ago/2023), o caso que, além da Coaf, também passou pelo crivo da Polícia Federal (PF), acabou por levar o Ministério Público Federal (MPF) a cobrar celeridade à PCDF, uma vez que, naquela ocasião (Set/2021), o caso estava estagnado há sete anos sem conclusão das investigações.

Demanda essa do MPF, que levou a PCDF a agendar, entre os dias 30 de maio e 22 de junho oitivas, o primeira, de Marli Rodrigues e parentes, porém, tais agendamentos foram impossibilitados porque a defesa aguardava acesso a mídias e informações processuais.

Indiciamentos

Os indiciamentos ocorrem em um momento, delicado para Marli Rodrigues que atualmente, na condição de presidente interina do SindSaúde-DF, se encontra com o sindicato-DF, sob intervenção de sindicalizados que cobram, transparência e realização de prestação de contas, em ‘aberto’ desde 2013. Em especial, em relação aos precatórios do benefício-alimentação, vendidos a empresas, a exemplo da Cia Toy Brinquedos, em que muitos servidores permanecem sem receber o benefício, caso esse que chegou a ter denúncia aceita pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

No túnel do tempo…

Reprodução

PDNews resgatou, diretamente do ‘tunel do tempo’ denúncias diretamente ligadas ao indiciamento dos parentes de Marli Rodrigues, apresentadas a 5ª Delegacia da PCDF e ao MPT, por diretores do Sindicato, após ex-funcionários demitidos do Sindicato se tornarem vítimas de calote por parte de Marli Rodrigues, receberem dossiê com comprovantes das movimentações financeiras e denunciarem a diretores da entidade.

Em tempo

PDNews, contatou o SindSaúde-DF, em 08 de março, para que se posicionasse sobre os indiciamentos da PCDF, porém, até a publicação da matéria, a entidade não se manifestou sobre o assunto.

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