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Febre Amarela, catapora, sarampo, caxumba e rubéola ressurgem depois de anos sem registros

Números relacionados à tríplice viral não ultrapassam os 76,1% para primeira dose e 62,6% para segunda dose em São Paulo

Novos casos de doenças que no passado foram erradicadas em muitos estados no país, atualmente ressurgem com novos registros e alguns deles com óbitos. No caso da febre amarela, por exemplo, depois de três anos sem casos, o Estado de São Paulo registrou duas mortes este ano. São quatro casos confirmados, segundo a Secretaria de Saúde. Em todo o Brasil, foram cinco casos e três mortes por febre amarela até agora, superando os registros de todo o ano de 2022. O estado não registrava casos desde 2020, quando houve um relato de um possível caso em Santa Catarina.

O surto acontece na região de São Carlos, no centro leste, e atinge quatro municípios, dois na divisa com Minas.O primeiro caso paulista de febre amarela deste ano aconteceu em janeiro, em Vargem Grande do Sul, na divisa com Minas Gerais. A maioria das vítimas residiam ou trabalhavam na zona rural.

De país livre do vírus a pólo de novos surtos, o sarampo voltou a preocupar as autoridades de saúde. A baixa procura pela tríplice viral, que também protege contra a caxumba e a rubéola, é evidente nos postos de saúde.  Em Mato Grosso do Sul, em quase um mês de campanha contra a doença, 9,6% do público-alvo de seis meses a 5 anos de idade foram imunizados, o equivalente a 25,4 mil das 263,4 mil crianças aptas à vacinação.

Em São Paulo, a campanha de vacinação titulada de “Vacinas 100 dúvidas”, explicou que a  prioridade é alcançar altos níveis de cobertura vacinal, sobretudo das doses que compõem o calendário básico. Entre elas estão os imunizantes contra poliomielite, meningite meningocócica conjugada, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b), hepatite b e doenças invasivas causadas pelo hemófilo b, varicela, HPV, BCG (tuberculose) e Covid-19.

No estado de São Paulo, atualmente a cobertura vacinal das doenças citadas acima, encontra-se assim: Febre Amarela: 64%;  Varicela: 76,1% e Tríplice Viral: 76,1% para primeira dose e 62,6% para segunda dose.

Conscientização

A conscientização da vacinação para estas doenças deve partir não só do governo que realiza campanhas em rádio, tv e publicidades nas ruas, escolas e universidades, mas também de toda sociedade e inclusive empresas privadas. Quanto mais os empresários comunicarem seus colaboradores, principalmente pais e mães, mais adesão terá. Mas isso não acontece na grande maioria das empresas. Muitas empresas não investem em campanhas, cartazes, palestras e também não acompanham as carteiras de vacinação dos colaboradores e dos seus dependentes. No ambiente de trabalho, estas doenças podem ter um alto impacto. Além do funcionário ficar afastado, existe o risco de transmitir a doença para outros colegas, caso ele vá até a empresa quando já estiver infectado.

Por isso, segundo Alex Araújo, CEO da 4 Life Prime Saúde Ocupacional, uma das maiores empresas de saúde ocupacional do país, as campanhas de prevenção e vacinação são de extrema importância dentro do âmbito corporativo, independente do tamanho da empresa,seja com dez, cem ou mil colaboradores, o importante é mostrar que um simples gesto pode salvar vidas. Um exemplo eficaz é a campanha de vacinação da gripe, uma das mais procuradas para ser oferecida no ambiente corporativo. “A vacinação é essencial para manter a criança saudável, pois ajuda a prevenir muitas doenças que podem prejudicar o desenvolvimento da criança, protegendo contra vírus e bactérias”, diz.

O Brasil está entre os 10 países com maior número de jovens com atraso na vacinação. Vale lembrar que a aplicação da vacina contra varicela acontece em duas doses a partir dos 12 meses de idade, podendo ser aplicada também em bebês de 9 meses sob orientação médica porém a dose deve ser reaplicada quando a criança atingir os 12 meses.

Ainda segundo o CEO, a comunicação é tudo e, em saúde, mais ainda. Toda campanha de vacinação começa muito antes da aplicação da vacina em si. É preciso entender a cultura da empresa em relação aos seus funcionários e os benefícios que eles esperam dessa estratégia. Quando isso é considerado, a aderência é alta — conclui Alex.

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