Quinta-feira, Maio 9, 2024
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Saúde investe na melhoria do acolhimento nas UBSs no DF

Por Jurana Lopes

Preparar enfermeiros para reforçar, padronizar e aprimorar o trabalho desenvolvido na porta de entrada da atenção primária. Esse é um dos objetivos do curso de Capacitação em Acolhimento à Demanda Espontânea. A quarta turma da capacitação teve início na sexta-feira (11), formada por enfermeiros indicados pelas Diretorias de Atenção Primária (Diraps) de cada região e pelas próprias Unidades Básicas de Saúde.

Presente na abertura da turma, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, destacou a importância do acolhimento para resolutividade dos atendimentos. “A porta de entrada do usuário do SUS é a Atenção Primária, e isso não é discurso vazio, porque pelo menos 80% das demandas dão para ser resolvidas nas unidades básicas de saúde. Queremos um acolhimento único, onde o usuário tenha escuta qualificada e seja atendido nas suas particularidades”, afirma a secretária.

O curso tem o foco participativo, em que os alunos planejam, entre o primeiro e o segundo encontro, propostas específicas para suas UBSs. Por esse motivo, entre as aulas há um tempo mínimo de separação de seis dias. A finalidade é preparar todos os 254 enfermeiros lotados em acolhimento da rede pública para que possam dar vazão às queixas de pacientes não agendados e assim, aprimorar o atendimento.

As aulas incluem organização e identificação da demanda; ampliação do conhecimento sobre Práticas Integrativas em Saúde e reflexões sobre acesso; escuta inicial e cuidado com o paciente. Também há treinamentos sobre cenários de acolhimento.

“Precisamos usar nossas ferramentas de maneira a otimizar o serviço prestado ao usuário da Atenção Primária à Saúde (APS). Hoje, temos 600 equipes de Estratégia Saúde da Família, o ideal é pelo menos 900 e enquanto não chegamos neste valor vamos melhorar as nossas práticas. O enfermeiro é um dos pilares da APS”, ressalta o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

Carga horária

As aulas da quarta turma ocorrem no auditório do Instituto Serzedello Corrêa, do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao todo, serão seis turmas com aproximadamente 45 alunos. Cada uma terá dois encontros, de oito horas em cada dia de aula, sem haver prejuízo às escalas de trabalho.

O curso é ofertado em dois dias de atividades presenciais, totalizando 16 horas presenciais. Haverá, ainda, proposta de atividade remota, com disponibilização de roteiro, para ser executada em 4 horas. A ação educativa terá um total de 20h, certificada pela EAPSUS. O curso começou em 3 de novembro, tendo o último encontro previsto para ocorrer em 29 de novembro.

O curso tem o foco participativo, em que os alunos planejam propostas específicas para suas Unidades Básicas de Saúde. Foto: Sandro Araújo – Agência Saúde-DF

Visão dos participantes

A enfermeira Vanessa Guimarães, da UBS 1, do Jardins Mangueiral, é servidora há 13 anos e considera esses cursos de extrema importância. “A grande maioria dos profissionais não entende bem em que consiste o acolhimento, a importância que ele tem para se realizar uma escuta qualificada e o quanto ele pode ser resolutivo para o usuário”, avalia. “Nessa primeira etapa do curso pudemos observar as inúmeras opções de barreiras que os pacientes encontram ao chegar na UBS e o tanto que o acolhimento pode ser útil para minimizá-las”, conclui.

Para Simone Nunes, enfermeira da UBS 2 da Estrutural, o curso de acolhimento dá a oportunidade de aprimorar o atendimento dos enfermeiros, pois acaba por comparar as vivências e realidades de outros colegas e regiões. “Com isso temos oportunidade de nos analisar e ver o que podemos melhorar”, destaca.

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