Sábado, Julho 13, 2024
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Suspeito preso por homicídio de três pacientes é investigado em morte outras 39 pessoas

Por Kleber Karpov

O médico João Batista do Couto Neto, de 47 anos, preso na quinta-feira (14), no Hospital Municipal de Caçapava, município vizinho de São José dos Campos, em São Paulo, por homicídio de 3 pacientes de hospital do Rio Grande do Sul, é investigado pela possível morte de mais 39 pessoas, e por lesões em outras 114, no hospital de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS).

O nome de Neto constava na lista de procurados pela Justiça do Rio Grande do Sul, por homicídio doloso qualificado, de três pacientes — quando há intenção de matar —. Isso, desde novembro, ocasião em que foi indiciado, em cada um dos inquéritos por parte da Polícia Civil do RS.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Tarcísio Kaltbach, responsável pela prisão de Neto em São Paulo, o médico teve a prisão preventiva decretada após ser indiciado em três inquéritos, pelas mortes de dois homens e uma mulher.

Mais 39 mortes

Porém, em reportagem do G1 RS (Veja Aqui), titular da 1ª DP de Novo Hamburgo, aponta a existência de outras 39 investigações de homicídio, em curso, e 114 por lesão corporal que envolvem o cirurgião. Neto chegou a ser avo de operação policial (Dez/2022), ocasião em que se suspeitava do envolvido de Neto na morte de cinco pacientes, além de possivelmente ter causado sequelas em outros nove. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão no hospital, em Novo Hamburgo, e na residência do cirurgião, que resultou na apreensão de documentos, celulares e equipamentos de informática.

Cremesp

De acordo com a PC, em fevereiro desse ano, Neto teve o registro homologado no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), efetivação que ocorreu, de acordo com o Conselho, pois o registro profissional de médico constava apenas uma suspensão na licença. Algo que torna obrigatório a Cremesp “efetuar o registro do médico” por se tratar de uma restrição parcial.

Defesa do médico

Em entrevista à imprensa, Brunno de Lia Pires, advogado de Neto, apontou ser “aburda e imotivada” a prisão do cliente. A defesa deve entrar com pedido de habeas corpus.

“Com surpresa a Defesa recebeu a notícia da decretação da prisão preventiva do médico João Couto Neto. A decisão não se reveste de qualquer fundamento fático ou jurídico e constitui clara antecipação de pena, com a finalidade de coagir e constranger o médico. Impetraremos ordem de habeas corpus o mais breve possivel para fazer cessar a absurda e imotivada prisão.”, informou Pires em nota.

Atualização: Corrigimos o título: onde constava Suspeito preso por homicídio de três pacientes é suspeito por morte outras 39 pessoas, para: Suspeito preso por homicídio de três pacientes é investigado em morte outras 39 pessoas

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